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A primeira quinta de energia maremotriz a grande profundidade vai ser instalada no próximo ano junto à costa do país de Gales, Reino Unido e proporcionará electricidade a 5.000 casas. Oito turbinas, cada uma com 25 metros de longitude e quinze de altura. Portugal também vai instalar junto à sua costa geradores de energia que aproveitam os movimentos das marés. O governo deu recentemente as autorizações necessárias para que se instalem na costa atlântica umas máquinas chamadas Pelanis, palavra latina que faz referência a uma serpente marítima. Trata-se de uns tubos através dos quais a água vai circular para gerar electricidade.
Por seu lado a estação maremotriz britânica, que deve entrar em serviço no ano 2010, funcionará graças à força das marés que farão girar as turbinas. Ao contrário do que acontece com a energia eólica que necessita que haja vento a maremotriz é totalmente fiável e previsível.
Já há alguns anos que se considera tecnicamente viável, mas até há pouco tempo não se tinha tido em conta este tipo de energia porque outras fontes são relativamente mais simples. O aquecimento global, está a contribuir para despertar o interesse pelas marés que podem gerar electricidade sem as enormes emissões de dióxido de carbono que são produzidas pelos combustíveis fósseis. A somar a isso o aumento dos custos do petróleo e do gás estimularam a investigação e o desenvolvimento de fontes de energia alternativas.






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